sexta-feira, 31 de julho de 2009

Engarramento é bom após sports!?!

Um grande amigo meu (curitibano por sinal, o que sempre é uma boa coisa), me pediu para replicar nestas bandas uma reportagem que ele encontrou neste dias passados.

Vai lá!

Estudo: cerveja é "eficaz" reidratante após exercício físico
por Lusa

A cerveja pode ser uma "eficaz" bebida reidratante após a prática de exercício físico, revela um estudo científico realizado pela universidade de Barcelona, corroborado por outros semelhantes realizados em Espanha.

"A alta presença de elementos antioxidantes" ajuda a reduzir os efeitos produzidos pelo exercício físico, como a fadiga ou a falta de ar, defende o professor de Fisiologia do Exercício, Joan Ramón Barbany.

A ideia foi defendida na apresentação do estudo "A Idoneidade da Cerveja na Dieta Equilibrada dos Desportistas", durante os Jogos Mundiais da Medicina e Saúde, que se celebram em Alicante.

"A cerveja tem uma alta presença de elementos oxidantes, derivados da sua origem vegetal, que combatem a presença de radicais livres", diz o académico, que defende que isso ajuda a reduzir os efeitos do exercício físico, "como as dores musculares ou a fadiga.

Esta bebida contém componentes vitamínicos, minerais e carboidratos, pelo que a sua ingestão em "doses moderadas" por adultos pode desempenhar um papel na "recuperação do metabolismo normal e imunológico dos desportistas depois do exercício físico".

Um outro estudo, da universidade de Granada, revela que "em comparação com a água, (a ingestão de cerveja) não tem qualquer aspecto desaconselhável".

"Apesar do álcool, a cerveja é uma magnífica bebida compatível com o rendimento desportivo de qualquer disciplina", acrescenta Juan Antonio Corbalán, antigo internacional de basquetebol e agora fisiologista do desporto.

quinta-feira, 30 de julho de 2009


Canto do Café

Esta semana tem sido excepcional. Comecei com um galetinho no Chopp 600 (que, diga-se de passagem, é o melhor de Vitória... minhas desculpas ao Eduardo do Galeto Dourado) em excelente companhia e ainda de lambuja conheci o artista plástico Wagner Veiga e suas lindas aquarelas e bicos de pena! (fica a dica do site dele: www.wagnerveiga.com.br).

Mas de cerveja eu já falei nas semanas passadas, e cá entre nós... ultimamente eu tenho preferido ruivas e morenas às louras (amoré to falando de cerveja tá!). Não, hoje meu objetivo é falar um pouco de café.

Isso mesmo, café. Você sabia que Vitória agora tem uma cafeteria 24/7... O Frans Café fica aberta a noite toda, então se você tiver no fim do rock aquela vontade de tomar um capuccino (o rock foi ruim hein!) você já sabe onde ir.

Meu café favorito em Vitória fica pertinho do Frans (que cá entre nós, não tem personalidade nenhuma). Não lembro bem como começou esse caso com o Café do Canto (acho que foi o charme do deck de madeira e a vista elevada dos passantes), o certo é que sempre que penso em café ele tá sempre no centro da cabeça.

Acho engraçado essas coisas de química... Sabe quando você gosta de um lugar de graça. Já tentei ir no Tabaco, no Fratelli e até mesmo nos mais tradicionais (como a Cafuso), mas sempre falta (ou sobra) alguma coisa. No Canto parece que estou em casa. É isso, um sentimento aconchegante e reconfortante.

Quem nunca ouviu o ditado “One's Company, Two's a Crowd, & Three's a Party”? Tem coisa mais certa do que isso, e o melhor é que ele tá no cantinho de uma parede pra te lembrar disso. Outro excepcional (eu pessoalmente adoro) é o “mural” de Alice no país das maravilhas. Não me canso de ver o coelho sempre repetindo “estou atrasado, estou atrasado!”. Excelente!!!

Bem, como sempre fica a dica. Não deixem de experimentar o bolo caseiro com calda quente de chocolate, simplesmente divino. E quando tiverem tomando só um cafezinho vale a pena pedir uma estrelinha para acompanhar (que biscoitinho bom!).

quarta-feira, 15 de julho de 2009


Veja só!

Eu não ia falar nada. Já tinha decido que ia ficar de fora dessa pendenga. Como diz um grande amigo meu, rezo todos os dias quando acordo para não falar mal de ninguém. Mas devido à indignação generalizada resolvi desabafar: quem é que escolhe o Júri da Veja Especial Espírito Santo?

Não consigo compreender como a Bee foi escolhida como a melhor doceria (ninguém conhece a Tia Marilda não?!?) ou o Bixiga como a melhor pizzaria. Tudo bem, eu sempre adorei o Bixiga, principalmente antes de descobrir o ou o Don Camaleone inaugurar, mas...

Minha maior indignação é apontarem o Kapo’s como o melhor sanduba. Peço desculpa aos moradores da ilha, mas os freqüentadores da capital secreta hão de concordar que não existe melhor sanduba que o do Jorge... E cá entre nós, é melhor comer um Subway (que é imensamente mais barato, saboroso e saudável) do que qualquer sanduba do Kapo’s.

Dizer que o Saideira tem o melhor chope, vá lá... em Vitória não bebe-se chope. Em Ribeirão Preto, ou BH, e até mesmo no Rio toma-se bons chops, mas por aqui... é melhor ficar com a long-neck (de preferência qualquer Devassa né...)

Dos orientais, nem se fala...nem uma menção ao Minê. Ainda bem que não inventaram de ranquear os restaurantes árabes, porque pelo jeito ninguém ia lembrar do Baruk (só porque eles não estão na Praia do Canto!?).

Mas vá lá...tenho que dar o braço à torcer. Afinal, algumas escolhes são sabidamente os melhores em suas categorias: Monte Líbano (qualquer uma delas), a La Basque, o Ceará, o Picuí, Oriundi, Geraldo (apesar do Geraldinho, que tecnicamente não está em Vitória, ser melhor), o Casa Vitória, Valsugana e Aleixo. Afinal, em algumas coisas é muito difícil errar!

segunda-feira, 13 de julho de 2009


Loura burra!

Depois de muito argumentar sobre liberdade de expressão e licenças poéticas minha luta foi em vão, como já devia ter aprendido depois de alguns muitos anos que nossas mulheres sempre tem razão (e não adianta vir com chorumelas). Logo retrato o texto de Saber ou não saber, eis a questão! onde digo que ela é minha melhor ajudante (o que segundo ela leva a entender que eu teria outras...).

Mas isso de tentar discutir causas perdidas me lembra de uma outra: a da cerveja estupidamente gelada! Gostaria de saber quem inventou tamanha estupidez! E o pior é conseguir convencer os outros (especialmente aos garçons) que cerva estupidamente gelada é um mero artifício de nossas cervejarias, que por produzirem um produto pífio necessitam da temperatura sub-zero (o freezer tem que marcar -5ºC igual a propaganda né?) para mascarar a falta de sabor e eventuais defeitos na fabricação, coisa que nossos amigos de jaleco branco já constataram (como 1+1=2?!?): abaixo dos 2º Celsius, a cerveja é tão fria que as papilas gustativas ficam anestesiadas, mascarando sabores e aromas.

Agora, vai explicar isso pro garçom que acha que eu tirar a cerva de dentro do isopor (que é feito de plástico!?!) é um Kanban, sinalizando para ele que é hora repor o meu estoque! Já tentei de tudo, e constatei que o que menos funciona é falar que a loira (ou morena em alguns casos) está muito gelada. É perder na certa (igual a discutir com a dona patroa...)!

sexta-feira, 10 de julho de 2009


Existe churrasco em Vitória?

Interessante como são as coisas. Ultimamente eu tenho sempre me pego em situações onde pessoas me ligam querendo saber onde comer e até mesmo o que comer.

Não sei muito bem porque esse tipo de coisa começou a acontecer, talvez porque as pessoas achem que gordinhos sempre sabem comer bem (o que não é nenhuma mentira!) ou por parecer saber alguma coisa sobre comida (até minha namorada acha que eu sei alguma de coisa...).

Mas voltando ao assunto, estava pensando em como sempre acabo discutindo como não existem bons lugares para comer carne em Vitória, mas isso não é verdade. Já comi muita carne nesta vida, desde churrasco de bode na beira da estrada no norte da África até a churrascarias que dão nome às churrascarias. Mas em Vitória, tem-se que admitir, é difícil encontrar uma boa carne.
As churrascarias mais conceituadas da capital com certeza cobram pelo conceito, e bem caro, diga-se de passagem, porém não conseguem nem mesmo atender as expectativas de qualquer pessoa um pouco mais viajada.

É verdade que pegando a Norte-Sul e indo pra Serra você consegue achar alguns lugares que vendem um bom corte a um preço razoável, mas é pedir muito ter essa opção aqui na ilha?
Capixaba não gosta de andar de carro, isso é fato. Todo mundo acha que atravessar a ponte para ir em Vila Velha é longe... Imagine ter que ir na Serra (meu Deus!) para comer um churrasco.
Hoje eu acho que consegui contornar essa situação por essas bandas. Uma coisa que sempre me impressiona em Jardim da Penha é como em virtualmente cada esquina você encontra alguém fazendo churrasquinho.

Meu batismo aconteceu em dois lugares distintos: na esquina do Carone e perto do antigo CCAA (na rua da Monte Líbano). Foi logo quando começou a febre do churrasquinho, e encontrava-se mais carrinhos pelas esquinas do que consigo ver hoje em dia, mas isso não vem ao caso.
Interessante como por míseros dois reais e cinquenta centavos você consegue equilibrar a expectativa com o resultado, e ainda ganha molho e farinha.

Não quero ficar apontando dedos (sujos de molho por sinal) para esta ou aquela esquina, acredito que cada um deve procurar e encontrar aquela que melhor lhe serve, mas a minha favorita na verdade são duas. Uma vez que as esquinas de minha juventude já não mais existem tive que recorrer a novos locais.

Corriqueiramente me pego ora na esquina da antiga Pão-Gostoso no churrasquinho do Kiko (que por acaso também é esquina do meu cabeleireiro, diga-se de passagem motivo pelo qual descobri o Kiko), ora na esquina da Ortobom (pelo menos eu acho que tem uma ortobom ali...). Interessante como consegue-se comer bem com tão pouco, e o melhor, sair achando que come-se bem churrasco em Vitória, mas isso fica pra uma próxima.

Saber ou não saber, eis a questão!

Outro dia meu cunhado (que não é gordo, mas adora comer) veio dizer que ele prefere minha comida a da irmã dele. Posição complicada fiquei eu. Como concordar com ele sem ofender a minha melhor ajudante e fonte de idéias... Situações complicadas que às vezes nos encontramos.
Uma dessas situações é onde encontrar a melhor moqueca de Vitória. Pergunta difícil essa, uma vez que por aqui temos algumas opções interessantes.

A maior unanimidade nas opiniões que ouço são em relação ao Bigode (Pirão para os não tão íntimos). Realmente a comida é excelente, mas moqueca pra mim não é comida séria. Não sei foi porque aprendi a comer moqueca na praia (em Conceição da Barra de frente para o mar) e no Partido (velho partido no final da praia perto da Vale), mas toda vez que penso em moqueca penso naquele ambiente descontraído de beira de praia.

Neste quesito, o Partido Alto novo, da Praia do Canto, é imbatível. Botecão, sem vista para o mar (pena!), mas com todo o charme e pinta que o Partido sempre teve. Mesmo sentando na calçada de frente para uma mar de carros sempre me sinto à vontade como se tivesse realmente de frente pra praia.

Mas nesse quesito fica sempre uma dúvida muito difícil de esclarecer: Geraldinho ou Curuca. A praia de Meaípe com certeza é imbatível (apesar de ter crescido nas areias entre Jacaraípe e Manguinhos), mas a vista da varanda do Geraldinho não tem preço (isso mesmo, igual à propaganda!). E tem outra, concordo que a tradicional moqueca capixaba do Curuca é a melhor do estado (logo a melhor do mundo, uma vez que só no ES encontramos a verdadeira moqueca!), mas o Geraldinho faz uma moqueca de polvo que é de outro planeta.

Logo minha resposta é sempre essa: a melhor moqueca de Vitória não fica em Vitória, mas em Manguinhos... Melhor que a moqueca de polvo do Geraldinho só mesmo o Bobó da Cabana do Luiz, mas essa história fica pra uma próxima!